Categoria: Discos

  • Black Alien lança a versão ao vivo do álbum “Babylon By Gus Vol. 1 – O Ano do Macaco”

    Black Alien lança a versão ao vivo do álbum “Babylon By Gus Vol. 1 – O Ano do Macaco”

    Em 2018, Gustavo Black Alien subiu no palco de um Circo Voador completamente lotado pra gravar a versão ao vivo de seu clássico álbum “Babylon By Gus Vol. 1 – O Ano do Macaco“. O registro traz em áudio e vídeo o seu álbum de estreia na íntegra e na mesma sequência do original pra um publico de com milhares de pessoas. O resultado é de arrepiar! Confere aí!

    Ouça: Black Alien – Babylon By Gus Vol. 1 – O Ano do Macaco (Ao Vivo)

  • Dr. Drumah mergulha na música africana na beat tape “The Confinement Vol. 01: Africa”

    Dr. Drumah mergulha na música africana na beat tape “The Confinement Vol. 01: Africa”

    Jorge Dubman, baterista da banda baiana IFÁ Afrobeat, também tem seu lado beatmaker sob a alcunha de Dr. Drumah. Sua nova beat tape faz um mergulho profundo na música africana através dos samples. O trampo foi criado durante esse período de quarentena a partir de bases surrupiadas de seu acervo de discos africanos.

    The Confinement Vol 1: Africa” é composto por oito faixas instrumentais e duas com a participação do MC australiano Liam Monkhouse AKA Mista Monk (do grupo Black Jesus Experience). A audição de 20 minutos instiga na mente a projeção de slides afro-futuristas em um sobrevoo delirante e rasante pelas paisagens da Nigéria, do Benin, da Etiópia, de Burkina Fasso e de Gana. O resultado é classe A! Confira no PLAY!

    Ouça: Dr. Drumah – The Confinement Vol 1: Africa (2020)

  • CESRV juntou a música brasileira com as batidas do footwork no EP “Bela Vista”

    CESRV juntou a música brasileira com as batidas do footwork no EP “Bela Vista”

    Meu mano Cesinha, mais conhecido como CESRV, já tem longa caminhada experimentando graves e batidas quebradas em seu trabalho autoral. Seu mais novo EP chama-se “Bela Vista” e apresenta uma mistura bem louca onde sampleou clássicos do groove brasuca como “Onda” do Cassiano, “Acenda O Farol” do Tim Maia ou “Lotus 72” do Zé Roberto e chapou com graves e beats quebrados do footwork.

    O EP está sendo muito bem comentado no exterior e já foi tocado até por Gilles Peterson em seu programa na BBC Radio. Confira o resultado no PLAY!

    CESRV – Bela Vista (Beatwise Recordings, 2020)

  • Ouça o novo EP da cantora inglesa Yazmin Lacey: “Morning Matters”

    Ouça o novo EP da cantora inglesa Yazmin Lacey: “Morning Matters”

    Revelação do neo-soul, a cantora inglesa Yazmin Lacey lançou seu novo EP, “Morning Matters“, o terceiro de uma sequência impecável de EP’s que a colocam não mais como uma promessa, mas sim uma realidade do soul moderno.

    Assim como os anteriores, “Morning Matters” é composto por cinco faixas. Todas em alto nível. Incluindo uma versão que deu nova vida ao clássico obscuro do soul, “Morning Sunrise”, do Weldon Irivine. A cantora faz muito bem essa ponte do r&b, hip-hop, soul, jazz e de maneira bem moderna. Pra isso conta com um time de peso juntando nomes relevantes da nova cena jazzistica inglesa como integrantes da banda Ezra Collective e a produção de Moses Boyd. Satisfação garantida aos ouvidos! Escutaí!

    Ouça: Yazmin Lacey – Morning Matters (Own Your Own Records, 2020)

  • BaianaSystem e Buguinha Dub lançam o álbum “O Futuro Não Demora” em versão dub: “Futuro Dub”

    BaianaSystem e Buguinha Dub lançam o álbum “O Futuro Não Demora” em versão dub: “Futuro Dub”

    A banda BaianaSystem soltou hoje uma versão dub pro seu mais recente álbum, “O Futuro Não Demora“, um dos melhores lançamentos da música brasileira em 2019, que inclusive faturou um Grammy Latino.

    O responsável pelo experimento é o mestre do dub brasileiro, o pernambucano Buguinha Dub, conhecido por ‘adubar’ suas produções e encharca-las de reverbs e delays entre outras técnicas conhecidas da música jamaicana. O produtor inclusive já tinha feito experimentos semelhantes junto ao BaianaSystem ainda no primeiro disco do grupo em 2010. E dub com BaianaSystem tem tudo a ver. Está intrínseco na raiz musical da banda.

    O resultado é sensacional! Buguinha elevou ainda mais o nível lisérgico das treze faixas originais levando-as para outras dimensões sonoras. Praticamente sem vocal, só fritação em diversas camadas de efeitos. É o dub puramente brasileiro e sul-americano visto também a grande influência da cumbia no resultado final.

    Este novo projeto já era uma ideia da banda pra 2020, mas foi adiantado devido a pandemia, na intenção de trazer música boa e uma experiência sensorial diferente ao som do BaianaSystem em meio a essa quarentena mundial que passamos. Obrigado, BS! Nossos ouvidos agradecem!
    Ps: recomendo a audição com bons fones de ouvido.

    Ouça: BaianaSystem & Buguinha Dub – Futuro Dub (Máquina de Louco, 2020)

  • Ouça o novo álbum do Thundercat: “It Is What It Is”

    Ouça o novo álbum do Thundercat: “It Is What It Is”

    O monstrão Thundercat lançou mais uma pedrada de peso pra sua impecável discografia: “It Is What It Is“. O álbum foi produzido em parceria com Flying Lotus, outro monstro da música urbana moderna, e parceiro frequente do baixista e cantor. São 15 faixa inéditas trazendo participações de nomes como Childish Gambino, BADBADNOTGOOD, Kamasi Washington, Steve Lacy, Steve Arrington, entre outros. Funk-soul moderno e experimental, com influências que vão do hardcore (em “I Love Louis Cole“) a house music (em “Funny Thing“). E assim, Thundercat continua sendo um dos nomes mais interessantes na música atual… Confira e comprove!

    Ouça: Thundercat – It Is What It Is (Brainfeeder, 2020)

  • Confira o novo álbum do produtor Knxwledge: “1988”

    Confira o novo álbum do produtor Knxwledge: “1988”

    O zica dos beats, Knxwledge, lança suas beat tapes quase que mensalmente, fica até difícil acompanhar o arsenal do produtor. Porém quando vem um trabalho descrito como novo álbum e saindo pelo selo Stones Throw é de deixar os ouvidos animados. E obviamente isso acontece no novíssimo “1988“.

    O álbum conta com 22 faixas, compostas em sua maioria por instrumentais de curta duração inspiradas em samples de décadas passadas, marca registrada do produtor. As exceções vocais ficam por conta “itkanbe[sonice]” com seu parceiro de NxWorries, Anderson Paak, além de “minding_my business” com participação Durand Bernarr e Rose Gold. Discão pra chapar os ouvidos no fone! Experimenta aí!

    Ouça: Knxwledge – 1988 (Stones Throw, 2020)

  • O projeto Jazz Is Dead reúne Roy Ayers, Azymuth, João Donato, Marcos Valle e outras lendas do jazz mundial

    O projeto Jazz Is Dead reúne Roy Ayers, Azymuth, João Donato, Marcos Valle e outras lendas do jazz mundial

    O genial Adrian Younge e o lendário Ali Shaheed Muhammad (do A Tribe Called Quest) formam o ótimo projeto The Midnight Hour onde apresentam um jazz moderno e influenciado pelo hip-hop, soul e r&b.

    Em 2019, a dupla começou um novo projeto intitulado Jazz Is Dead, trazendo uma série de shows onde convidavam desde lendas do jazz mundial como Roy Ayers, Brian Jackson, Gary Bartz, incluindo uma série especial dedicada ao jazz brasileiro levando shows do Azymuth, João Donato, Marcos Valle e Arthur Verocai, até nomes da nova geração como Nubya Garcia e Jose James.

    Agora eles lançam a primeira compilação “Jazz Is Dead 001” trazendo suas colaborações sonoras com alguns desses monstros sagrados do jazz. O resultado é sensacional! Contém faixas em parceria com Roy Ayers, Doug Carn, Gary Bartz, Brian Jackson, além dos brasileiros João Donato, Marcos Valle e Azymuth. Vale muito o confere!

    Ouça: Adrian Younge & Ali Shaheed Muhammad – Jazz Is Dead 001 (Jazz Is Dead, 2020)

  • Com voz e violão, Kiko Dinucci lança seu segundo álbum solo: “Rastilho”

    Com voz e violão, Kiko Dinucci lança seu segundo álbum solo: “Rastilho”

    Das mentes mais interessantes da música brasileira atual, o músico Kiko Dinucci lançou seu segundo álbum solo usando somente voz e violão. Mas não se engane. É a voz e violão mais agressiva e subversiva que você vai ouvir no momento. Perfeita pro cenário brasileiro atual em clima de faroeste.

    Rastilho” é composto por onze músicas, algumas somente instrumentais. Ou seja. Só violão. Mas a tocada de forma bem percussiva, se influenciando do punk, samba e candomblé, enche os ouvidos de maneira completa. Me remeteu bastante aos Afro-Sambas de Baden Powell e Vinicius de Moraes. Toda essa energia reflete-se também nas letras e cantos.

    Kiko é acompanhado pelo coro formado pelas cantoras Dulce Monteiro, Maraísa e Gracinha Menezes, além das participações das cantoras Juçara Marçal e Avá Rocha e do rapper Ogi. Álbum simples na teoria e complexo na absorção. Tá no vício dos ouvidos por aqui. Experimenta aí!

    Ouça: Kiko Dinucci – Rastilho (Tratore, 2020)

  • Jay Electronica lança seu aguardado álbum de estreia: “A Written Testimony”

    Jay Electronica lança seu aguardado álbum de estreia: “A Written Testimony”

    Em 2007, o rapper Jay Electronica surgiu na cena com o experimento “Act 1: Eternal Sunshine (The Pledge)“, mixtape/EP de 15 minutos inspirados no filme “Brilho Eterno De Uma Mente Sem Lembranças”, que foi lançada através de seu MySpace (!!!) e bombou em tempos iniciais das redes sociais e downloads online. Desde então viveu de participações, colaborações e alguns singles solos. Namorou a Erykah Badu (com quem tem uma filha), escreveu rimas pro Nas e virou o queridinho de nomes como Jay-Z e Just Blaze.

    Vivendo de hype há treze anos, o rapper finalmente lançou o seu tão aguardado álbum de estreia e chacoalhou a cena. “A Written Testimony” é um discaço de rap que vai marcar 2020. Muito se deve a parceria não creditada, porém muito bem-vinda, de Jay-Z que participa rimando em quase todas as faixas, roubando os holofotes e nos lembrando seus momentos de rapper rueiro da década de 90. Electronica, porém, não fica pra trás: rimas complexas, de duplo (e até triplo) sentido e em diferentes idiomas. Comprovando que não é só o hype, seu talento é incontestável.

    Mas não é só isso, a produção vem totalmente na contramão do mainstream, com beats abstratos e psicodélicos, entupidos de samples do mundo todo (inclusive brasileiros), sob os cuidados de nomes como The Alchemist, No I.D., Swizz BeatzAraabMuzik, da banda Khruangbin, além do próprio rapper.

    O resultado é um álbum que deve fazer muito barulho não só pelo hype em si, mas também pela sua qualidade elevada e diferenciada. Tá no repeat aqui há dias… Faça a audição e tire a sua conclusão. A satisfação é garantida!

    Ouça: Jay Electronica – A Written Testimony (Roc Nation, 2020)